Abrir um pote de conserva, girar a chave na porta ou segurar uma xícara. Quando essas tarefas simples começam a doer na base do polegar, muita gente culpa a idade e segue em frente. Mas esse incômodo pode ter nome: rizartrose.
Neste guia, você entende o que é a rizartrose, como ela aparece no dia a dia e que profissionais cuidam dela. Também vê o que ajuda a poupar a articulação. Este texto informa, mas não substitui a avaliação de um ortopedista ou cirurgião de mão.
O que é rizartrose?
Rizartrose é a artrose da articulação que liga o polegar ao punho, chamada articulação trapézio-metacarpal. Ela acontece quando a cartilagem que reveste essa articulação se desgasta com o tempo.
Essa articulação trabalha o dia inteiro. Ela permite a pinça, o movimento de segurar e o de girar objetos. Por isso, o desgaste costuma aparecer nela com mais facilidade.
O que é rizartrose na mão, na prática?
Na prática, é um desgaste na base do dedão da mão, perto do punho. Sem a cartilagem funcionando bem, os ossos se atritam. A articulação dói, pode inchar e perde força.
A Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS) descreve a artrose como o tipo mais comum de artrite na base do polegar. Ela costuma surgir de forma gradual e piorar ao longo do tempo.
Quais são os sintomas da rizartrose?
O sintoma principal é a dor na base do polegar ao fazer movimentos de pinça e de força. A dor tende a aparecer em gestos comuns da casa.
- Dor ao abrir potes, garrafas e tampas.
- Dor ao girar chaves, maçanetas e torneiras.
- Dificuldade para pegar objetos pequenos, como botões e moedas.
- Perda de força na pinça.
- Inchaço ou calor na base do polegar.
- Dor à noite, em alguns casos.
- Com o tempo, a base do polegar pode ficar mais saliente e o movimento, mais limitado.
Esses sinais também aparecem em outras condições da mão. Por isso, só um profissional consegue dizer a causa.
Quem tem mais risco de desenvolver rizartrose?
A rizartrose é mais comum em mulheres e em pessoas acima dos 40 anos. Alguns fatores aumentam a chance de desgaste:
- Idade mais avançada.
- Sexo feminino, principalmente depois da menopausa.
- Lesões antigas no polegar ou no punho, como fraturas e entorses.
- Histórico de artrose na família.
- Uso repetitivo das mãos, em tarefas manuais ou profissionais.
Ter um fator de risco não significa que a pessoa terá o problema. Ele só indica que vale prestar atenção aos primeiros sinais.
Quer entender melhor como proteger as articulações em geral? Leia também nosso conteúdo sobre cuidados com as articulações para ter mais qualidade de vida.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa com a conversa e o exame físico feitos por um ortopedista ou cirurgião de mão. O médico pergunta quando a dor aparece, observa a mão e testa a pinça e o movimento do polegar.
Em geral, ele também pede uma radiografia. O exame mostra o espaço da articulação, o desgaste e a posição dos ossos. Com isso, o profissional classifica o estágio da doença e escolhe o caminho mais indicado para cada pessoa.
Procure atendimento se a dor durar mais de algumas semanas, se atrapalhar tarefas básicas ou se acordar você à noite. Quanto antes a avaliação acontece, mais opções de cuidado a pessoa costuma ter.
Qual o tratamento para rizartrose?
O tratamento para rizartrose começa, na maioria dos casos, sem cirurgia. Cada pessoa recebe um plano próprio, definido pelo médico. Ele pode combinar vários cuidados:
- Órtese ou tala para descansar a articulação, por indicação profissional.
- Medicamentos para a dor e a inflamação, prescritos pelo médico.
- Terapia ocupacional ou fisioterapia, com exercícios e orientações para proteger a articulação.
- Infiltração na articulação, em casos escolhidos pelo médico.
O terapeuta ocupacional tem um papel importante. Ele ensina outras formas de pegar objetos e de fazer tarefas, para a articulação sofrer menos. Também pode orientar adaptações para a casa.
Nenhum desses cuidados devolve a cartilagem desgastada. Eles buscam aliviar a dor e manter a função da mão.
Como é feita a cirurgia de rizartrose?
A cirurgia fica para quando o tratamento sem operação não dá conta da dor. Uma das técnicas mais usadas retira o osso trapézio, na base do polegar. O cirurgião pode reconstruir a área com um tendão ou com outro tipo de reconstrução.
A AAOS e serviços de saúde do Reino Unido (NHS) lembram que a cirurgia costuma aliviar a dor, mas a recuperação é longa. A decisão cabe ao cirurgião de mão, junto com o paciente.
Qual o papel da órtese na rizartrose?
A órtese de polegar ajuda a manter a articulação em posição de descanso e a reduzir a dor durante as atividades. Ela limita o movimento da base do polegar, o que diminui o atrito e a sobrecarga.
Existem modelos mais curtos, que seguram só o polegar, e modelos que incluem o punho. Alguns são de neoprene, outros de material mais rígido. O melhor modelo depende do estágio da doença, da rotina e do conforto de cada pessoa.
Por isso, não existe uma única órtese melhor para todos. Peça a indicação ao ortopedista, ao cirurgião de mão ou ao terapeuta ocupacional. Estudos clínicos ainda investigam o quanto as órteses ajudam, e o profissional sabe orientar o uso e o tempo certos. Veja as órteses para rizartrose disponíveis na Santa Apolônia.
Cuidados no dia a dia para poupar o polegar
Pequenas mudanças de hábito protegem a articulação e reduzem a dor ao longo do dia. Veja o que você pode fazer em casa:
- Prefira segurar objetos com a mão inteira, e não só com a pinça entre o polegar e o indicador.
- Use as duas mãos para carregar copos, panelas e sacolas.
- Evite movimentos de torção forçados, como espremer panos ou abrir tampas apertadas.
- Use abridores de potes e engrossadores de cabo em talheres e canetas.
- Faça pausas durante tarefas repetitivas, como costurar, digitar ou tricotar.
- Aplique calor suave ou frio na região, se o profissional liberar.
- Faça só os exercícios que o terapeuta indicar.
Para cuidadores e familiares, uma dica vale ouro. Observe se o idoso já evita abrir a porta ou segurar a xícara. Muitas vezes ele não reclama, e só muda o jeito de fazer as coisas. Esse é o momento de sugerir uma consulta.
Se a dor também aparece em outras articulações, como o joelho, veja nosso texto sobre dor no joelho e como tratá-la.
Perguntas frequentes sobre rizartrose
O que é rizartrose na mão?
Rizartrose é o desgaste da cartilagem da articulação que liga o polegar ao punho. Ele causa dor, perda de força na pinça e, às vezes, inchaço na base do dedão.
Qual o tratamento para rizartrose?
O tratamento costuma começar sem cirurgia, com órtese, medicamentos, orientação de terapia ocupacional e, em alguns casos, infiltração. O ortopedista ou cirurgião de mão define o plano para cada pessoa.
Como é feita a cirurgia de rizartrose?
Uma das técnicas mais comuns retira o osso trapézio e pode reconstruir a região com um tendão. O cirurgião de mão indica a cirurgia quando o tratamento sem operação não alivia a dor, e a recuperação costuma ser longa.
Qual a melhor órtese para rizartrose?
Não existe uma órtese melhor para todos. O modelo depende do estágio da doença e da rotina, e o médico ou terapeuta ocupacional indica o mais adequado.
Como tratar rizartrose nas mãos?
O cuidado combina acompanhamento médico, proteção da articulação no dia a dia e, quando indicado, órtese e terapia ocupacional. Não existe tratamento caseiro que substitua a avaliação profissional.
Dor no dedão da mão é sempre rizartrose?
Não. Dor no dedão também pode vir de tendinite, lesões ou outras formas de artrite. Só um profissional confirma a causa, com exame físico e radiografia.
Cuide da mão com acompanhamento profissional
A rizartrose pede atenção, mas não precisa tirar a sua autonomia. Com avaliação profissional e pequenas adaptações, muita gente mantém as tarefas do dia a dia com menos dor.
Na Santa Apolônia, você encontra produtos de ortopedia, como as órteses para rizartrose, e conta com a equipe das nossas 9 lojas e do site para tirar dúvidas.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde. Procure um ortopedista ou cirurgião de mão antes de usar qualquer órtese ou iniciar um tratamento.
